Educação

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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Galeria de fotos do Noitário da Educação

Noitário da Educação

Junho já é mês tradicional em todo o Brasil, com festas, fogueiras e balões. Em Riacho das Flores é ainda melhor, pois temos o próprio São João como padroeiro de nossa Comunidade. E como nossas escolas estão sempre envolvidas com tudo que acontece por aqui, realizaram dois bingos (dias 19 e 20) para arrecadar fundos para nossa Igreja.
Para fechar a participação das Escolas, na noite de 20 de junho houve um sensacional Desfile organizado pela Direção e professores do CERU (Thamires, Luciana, Célia, Genival) que contou com a elegância e o bom humor de seis garotas bonitas e divertidas (participação especial de Mônica, da Escola Antônio Carlos de Mesquita), que arrancou aplausos da entusiasmada galera que estava presente.
O Júri formado por Irismar, Darlene e Edivan deu o Primeiro Lugar a Yanka, que recebeu a faixa de Rainha; Brena, com toda pose de modelo e que sonha ser atriz, (e tem perfil!) ficou com a segunda colocação e com o título de Princesa; as demais modelos Liniane, Clarice, Débora e Mônica também deram seu show de beleza e elegância.
Valeu, meninas! Mais uma vez a mulherada dando Show!
Agradecemos aos pais de todas as meninas que desfilaram.

terça-feira, 15 de junho de 2010

MEUS OITO ANOS - Casimiro de Abreu

Oh! que saudades que tenho

Da aurora da minha vida,

Da minha infância querida

Que os anos não trazem mais



Que amor, que sonhos, que flores,

Naquelas tardes fagueiras,

A sombra das bananeiras,

Debaixo dos laranjais.



Como são belos os dias

Do despontar da existência

Respira a alma inocência,

Como perfume a flor;



O mar é lago sereno,

O céu um manto azulado,

O mundo um sonho dourado,

A vida um hino de amor !



Que auroras, que sol, que vida

Que noites de melodia,

Naquela doce alegria,

Naquele ingênuo folgar



O céu bordado de estrelas,

A terra de aromas cheia,

As ondas beijando a areia

E a lua beijando o mar !



Oh, dias de minha infância,

Oh, meu céu de primavera!

Que doce a vida não era

Nessa risonha manhã



Em vez das mágoas de agora,

Eu tinha nessas delicias

De minha mãe as carícias

E beijos de minha irmã!



Livre filho das montanhas,

Eu ia bem satisfeito,

Pés descalços, braços nus,

Correndo pelas campinas

A roda das cachoeiras,

Atrás das asas ligeiras

Das borboletas azuis!



Naqueles tempos ditosos

Ia colher as pitangas,

Trepava a tirar as mangas

Brincava à beira do mar!



Rezava as Ave-Marias,

Achava o céu sempre lindo

Adormecia sorrindo

E despertava a cantar!



Oh, que saudades que tenho

Da aurora da minha vida

Da minha infância querida

Que os anos não trazem mais.



Que amor, que sonhos, que flores,

Naquelas tardes fagueiras,

A sombra das bananeiras,

Debaixo dos laranjais!

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Casimiro de Abreu nasceu na fazenda Indaiaçu, em Barra de São João (RJ). José Marques Casimiro de Abreu cedo abandona os estudos secundários, dedicando-se, por influência paterna, ao comércio. Entre 1853 e 1857, vive em Portugal. Retornando ao Rio de Janeiro, o jovem comerciante leva vida boêmia e publica, com sucesso, seu livro As Primaveras (1859). No ano seguinte, morre tuberculoso. Sua poesia, bastante popular, pouco apresenta de inovador. Conhecido como "o poeta da infância", desdobra-se em lamentos exacerbados sobre a pureza perdida. No poema “Amor e Medo”, sintetiza a insegurança adolescente frente ao sexo, o que levou Mário de Andrade a agrupar os poetas do período sob a denominação de “geração do Amor e Medo”.

Fonte: Jornal da Poesia